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O Regresso

postiNão tem como falar de O Regresso e não citar a saga de Leonardo DiCaprio em busca do seu Oscar.

Leonardo DiCaprio é meu ator preferido na atualidade. Faz uns bons 5, 6 filmes que vejo ele como um sério candidato à estatueta. Nos outros anos, infelizmente não aconteceu devido a grandes atuações dos concorrentes. Mas dessa vez, acho que vai.

O Regresso é um filme épico em todos os sentidos. História intrigante, personagens profundos e motivações fortes. DiCaprio interpreta Hugh Glass, um homem traído que busca, junto com seu filho, uma vida um pouco melhor trabalhando como caçador de peles.

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É interessantíssimo de se ver uma atuação com um protagonista de poucas falas, mas que se expressa muito. Isso porque o personagem de DiCaprio fala pouco, mas mostra muito através do corpo e dos olhares. Em boa parte do filme atuando sozinho, isso é de se admirar e deixar as pessoas ainda mais envolvidas com a aventura que Glass irá encontrar pela frente.

A fotografia do filme também é um show a parte. Como você já deve ter visto por aí, Iñárritu optou captar tudo somente com luz natural, algo ousado, admirável e que com certeza contribuiu muito para o resultado. O filme é frio e transmite isso para o espectador, tanto em termos de temperatura quanto em visual.

Acho que ambos, diretor e ator, fizeram um trabalho excelente em O Regresso. Pra mim, é um filme espetacular, um dos grandes candidatos ao grande prêmio da noite e que vai, finalmente, dar o tão merecido Oscar de melhor ator ao grande Leonardo DiCaprio. Ele merece, pelo conjunto da obra e por esse novo filme.

Para terminar, O Regresso concorre também ao prêmio de roteiro adaptado já que o filme é derivado de um livro de mesmo nome, escrito por Michael Punke e publicado pela Editora Intrínseca no Brasil, de 272 páginas

Direção: Alejandro González Iñárritu
(2015)

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Aprenda sobre escolhas e determinação com Baby Steps

Eiichiro Maruo é aquele filho que todos os pais gostariam de ter. Inteligente, dedicado nos estudos, presente na família e com um grande potencial para um futuro profissional de muito sucesso. Mas, durante essa fase, algo novo aparece: o tênis entra na vida do garoto. Natsu, uma amiga do colégio, é a responsável por apresentar esse novo mundo a ele. E aí tudo muda.

O rapaz começa a levar toda a sua dedicação das salas de aula para os treinamentos de tênis, usando uma técnica de anotações e observação que logo se revela em uma grande arma dele no esporte. Ele anota cada jogada, direção da bola, força, estilo do adversário e tudo mais, pegando muita gente de surpresa, inclusive seu técnico, que vê em Maruo uma grande promessa para o futuro, ainda mais sendo um jogador com um estilo tão único.

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Mas, por ter entrado no esporte já um pouco tarde, a única alternativa é treinar muito mais que os outros e saber que as coisas acontecem aos poucos, e que mesmo nos dedicando muito os resultados nunca são imediatos.

É por tudo isso que gostei tanto de Baby Steps. Não é um anime (existe também o mangá, não publicado no Brasil) que fala apenas de esporte, mas é uma história que fala de força de vontade e objetivos, que ensina muito através dos diálogos e da forma como mostra o protagonista encarando cada novo desafio.

Por ser muito detalhista, Eiichiro mostra que consegue jogar tênis muito bem, mas nem todo o talento do mundo é suficiente para vencer a preparação e o treinamento de muito tempo. O legal é ver esse protagonista aprendendo muitas vezes essas coisas pensando, e em outras quando sofre uma derrota. Porque Baby Steps não é daqueles animes com protagonista perfeito e invencível. Bem longe disso, já que Maruo sabe muito bem que está longe dos outros jogadores, mas também sabe o que tem que fazer para alcançar cada um.

Baby Steps é divertido e ensinador, fala muito sobre acreditar nas escolhas e ter determinação pra seguir em frente. Algo que todo mundo precisa ouvir, nem que seja em um momento específico da vida. Como a própria música-tema diz: Believe in yourself.

Criador: Hikaru Katsuki
Episódios: 2 temporadas (25 cada)

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Eu, Você e a Garota que vai Morrer

253480Greg (Thomas Mann) é um cara bem legal que descobriu que não pertence a nenhum grupo na escola, mas que pode se relacionar com todos. Sério, pra mim ele descobriu a fórmula do sucesso que a maioria dos estudantes sempre quis saber.

Por esse motivo, ele consegue ser amigo de todo mundo e participar dos mais diversos grupinhos.
Ele também tem gostos diferentes e bem criativos, tipo fazer versões de filmes clássicos do cinema com seu amigo Earl (RJ Cyler), mas tudo de forma bem tosca e com roteiros alterados por eles. Uma coisa legal pra se fazer na adolescência, vai.

Mas as coisas começam a mudar quando Greg é obrigado pela mãe a se aproximar de uma aluna com leucemia, que ele mal conhece, chama Rachel (Olivia Cooke).
Sei também que o filme é uma adaptação do livro com mesmo nome, publicado por aqui pelo selo Fábrica231, da Rocco, e que fez algum sucesso.

Realmente não li, mas a história que muitas pessoas comparam com A Culpa é das Estrelas, foi muito interessante para mim. Particularmente, não vejo muita semelhança entre as duas, tirando o fato de uma história de amizade com um personagem vivendo uma doença terminal.

Eu, Você e a Garota que vai morrer (Me, Earl and the Dying Girl) é mais adolescente e, por isso, inocente. Não tem aquele clima romântico e acaba falando mais com a nossa nostalgia e coração do que com sentimentos de amor. É uma história que nos relaciona a nossas vivências escolares e as escolhas que fizemos ou faremos nessa época. E que também fala muito sobre o valor verdadeiro de termos amigos pra guardar pra sempre.

Realmente gostei muito da premissa, só descobri o filme por saber que tinha ganho o prêmio principal do Festival de Sundance 2015, e não me arrependi de embarcar na história de Greg, Earl e Rachel.

Parabéns para o diretor Alfonso Gomes-Rejon, que não conhecia mas chamou minha atenção pela forma como abordou a história. Vou querer acompanhar mais coisas dele e, com certeza, indico Me, Earl and the Dying Girl para você começar.

Ah, como não poderia deixar de ser em um drama desses, o final é emocionante. 🙂

Direção: Alfonso Gomez-Rejon
(2015)

 

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Algumas pessoas ficam para sempre

Você nasceu faz pouco tempo e acaba de abrir os olhos pela primeira vez, provavelmente viu um médico ou enfermeira e estranhou muita coisa que estava acontecendo. É o começo de uma vida e, pra completar, um início de uma jornada em sociedade.

Vivenciando com outras pessoas nós nos alegramos, ficamos tristes, passamos por desafios, nos frustramos, corremos, descansamos, respiramos com tranquilidade ou ofegamos sem tempo pra parar. E mais do que tudo isso, nos relacionamos.

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Uma quantidade incontável de pessoas vão passar pela sua vida e para muitas delas isso não fará diferença nenhuma, assim como para você também. Você deve se lembrar de várias daquelas que antes eram indispensáveis na sua cabeça, mas agora não estão nem perto disso.

Alice Howland, vivida por Julianne Moore, é uma professora de linguística em uma universidade. Inteligentíssima, bem sucedida, casada, com 3 filhos, realizada. E o mais interessante, achava que tudo isso ditava o que poderia ser classificada como uma vida feliz. Em uma palestra de faculdade, ela perde um pouco o raciocínio e logo recupera, coisa que começa a acontecer cada vez com mais frequência na vida da doutora. Finalmente, ela se preocupa e vai atrás de um médico para descobrir que é portadora de um tipo raro de mal de Alzheimer, que se desenvolve muito mais cedo e que também pode ser passado geneticamente.

Resumindo: a doutora Alice não pode mais dar aulas, perde seus contatos, começa a se preocupar com seu futuro e não tem mais controle sobre muitas coisas da sua vida, até mesmo de necessidades básicas.

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E é bem nesse ponto que nós começamos a ver os outros personagens da vida de uma pessoa, aqueles que não foram esquecidos pelo tempo e nem por um mal de Alzheimer. Seu marido, vivido por Alec Baldwin, assume a responsabilidade e dá todo o suporte que ela precisa, mas muitas vezes não é o suficiente para alguém que precisa de cuidados o tempo todo. Dos três filhos de Alice, uma (Lydia, interpretada por uma surpreendente Kristen Stewart) em especial nunca teve um bom relacionamento com ela, metade por ser a personagem rebelde da família e metade pela mãe ter um perfil conservador que pode influenciar esse comportamento. Mas a personagem é mãe, daquelas que mesmo falando de forma dura com os filhos consegue passar amor. Daquelas que o filho fica bravo por saber que está errado.

alice4O que era para ser um problema, e se torna ainda maior conforme o tempo vai passando, acaba sendo uma lição para a família de Alice, e para ela também. Um relacionamento que já era bom com quase todos acaba ficando ainda melhor, e a dificuldade que com certeza nenhuma família gostaria de passar acaba sendo o motivador para uma união ainda maior, um respeito, uma amizade e um comprometimento.

Alice desenvolve seu relacionamento com sua filha e com todos os outros, eles também aprendem a amá-la ainda mais, descobrindo que mesmo quando todos os atributos que tornam uma pessoa consciente vão embora, ela ainda pode continuar sorrindo e sendo feliz.

Alice é uma dessas pessoas que ficam para sempre, que inspiram outras a tentar fazer o mesmo, a influenciar bons sentimentos e decisões, a amar e a valorizar tempo, não coisas. Amigos, não contatos. Sentimentos, não interesses. Legado, não conquistas passageiras. História e não vida.

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Para Sempre Alice é um grande filme, que rendeu merecidamente o Oscar de melhor atriz em 2015 para Julianne Moore. É um filme que te ensina apresentando seus maiores defeitos, que te emociona mostrando um problema que na verdade pode ser a solução. É uma história incrível que nos faz pensar nos nossos próximos passos daqui pra frente.

alicePara Sempre Alice é uma lembrança, dirigida por Richard Glatzer e Wash Westmoreland, pra ficar na memória até quando não fizer tão pouco tempo assim que você tenha nascido, e que te faz pensar o que fica dessa jornada com pessoas, em sociedade, quando seu olho estiver aberto pela última vez. É um convite ao aprendizado de viver de verdade.

Porque, afinal, todo mundo quer ser uma dessas pessoas que ficam para sempre.

O que alguns jovens do Sudão podem nos ensinar?

Uma guerra civil, iniciada em 1983, foi a causadora de uma divisão entre os povos do norte e do sul no Sudão. O resultado disso: aproximadamente 2 milhões de mortes. Para tentar ajudar, algumas nações como os EUA receberam milhares de jovens sudaneses que, separados dos pais, foram introduzidos a uma nova vida. Esses garotos eram os chamados Lost Boys (meninos perdidos).

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Neste final de semana assisti A Boa Mentira, que você pode encontrar no acervo da Netflix, e que conta um pouco dessa história. O filme é protagonizado por alguns jovens que viveram essa realidade de guerra em suas vidas reais, com participação de Reese Witherspoon, uma atriz que eu gosto muito, apesar das várias comédias românticas sem sal que ela faz pra pagar as contas, e de Corey Stoll, esse ator incrível que viveu Peter Russo na série House of Cards e que interpreta o vilão Jaqueta Amarela nos cinemas em Homem-Formiga.

Para começar, tenho que dizer que o que mais me impressionou em toda a história foi a valorização do espírito de comunidade, a parceria, a amizade que são demonstrados durante a história. Em tempos onde vemos brigas constantes na internet, muitas vezes entre amigos e parentes, somente pra defender o seu partido político que mais se parece uma guerra de torcidas de futebol, foi interessantíssimo ver esse grupo de garotos fugindo pelo deserto, dividindo sua comida e, quando receberem a notícia de que irão para os Estados Unidos tentar uma nova vida, um deles tirar seus sapatos e dar ao amigo que iria ficar, somente porque ele queria, de alguma forma, compensar quem não teve a mesma sorte.

Diante de uma nova cultura, uma nova língua e um contexto social completamente diferente do que esses garotos viviam no Sudão, é surpreendente ver também como alguns valores podem estar distorcidos entre os povos. Enquanto a assistente social, vivida por Witherspoon, queria encontrar o emprego mais lucrativo para eles, o jovem Jeremiah deixa de lado o seu, quando percebe que alguns valores do chefe não condizem com o que ele acredita. Ou ainda, se divertir junto com eles ao descobrirem uma coisa chamada “piada”, que era totalmente desconhecida no país de origem. Talvez porque eles não estivessem acostumados a dar risadas sem motivo já que, mesmo com suas dificuldades, eles transmitem uma felicidade e uma alegria de viver que muitos não entendem.

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A Boa Mentira é um daqueles filmes que não saíram em sites especializados, que não são valorizados pelos cinéfilos altamente conhecedores, que você passa pela capa sem realmente dar importância, mas que todos devem assistir. É mais do que um filme, é uma aula de duas horas sobre valores, amizade e prioridades. É também uma forma de você parar e pensar em coisas simples como uma data de aniversário, já que a maioria desses jovens não sabia e, por isso, todos os refugiados comemoravam juntos no dia 1 de janeiro.

Acho que posso classificar A Boa Mentira como um daqueles filmes que acabam mas não terminam, porque os assuntos tratados na história vão reverberar na sua mente por muitos dias, fazendo você conversar consigo mesmo, e reavaliar seus objetivos, intenções e a vida como um todo.


1Aqueles garotos sudaneses refugiados, e que se tornaram os atores do filme, foram para os Estados Unidos aprender muita coisa, conquistar várias outras e ter uma nova chance. Mas acho que o maior legado de todos eles foi compartilhar essa experiência e nos fazer pensar um pouquinho mais do que realmente importa, se a velocidade da pista lateral de uma rodovia ou o tempo que estamos discutindo essa e outras coisas ao invés de praticarmos mais a amizade, e principalmente valorizarmos o que temos e como somos privilegiados aqui. Ou você preferiria viver no Sudão?

Assista ao trailer:

Knights of Sidonia – É o futuro!

Se eu começar te contando que a raça humana está correndo um sério risco de extinção, e que a única forma de sermos salvos está nas mãos de um rapaz, “o escolhido”, provavelmente você vai achar um megaclichê. Mas, vai por mim, o anime Knights of Sidonia é excelente, mesmo seguindo um plot tão comum.

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Adaptado do mangá criado por Nihei Tsutomu, que foi lançado em abril de 2009, Knights of Sidonia conta a história de Nagate Tanikaze, um garoto que vive com seu avô nas áreas inferiores e inabitadas de uma nave colossal, a Sidonia, em um futuro distante. A embarcação é uma das muitas que foram construídas para que os habitantes do Planeta Terra fugissem, já que ela foi atacada por ameaças alienígenas chamados gaunas.

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Após a morte de seu avô, Nagate tem que sair dos andares inferiores da nave em busca de comida, quando é encontrado por oficiais e integrado aos cadetes que estão sendo treinados para tornarem-se os cavaleiros de Sidonia, pilotos que, a bordo de suas naves, são os únicos capazes de derrotar as ameaças gaunas que continuam a atormentar toda a tripulação e sua estrutura como sociedade.

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E vou falar pra vocês, mesmo com tantas semelhanças de argumento com muitas coisas que já vimos ou lemos, Knights of Sidonia consegue impressionar bastante. Para mim, uma das coisas que mais chamou a atenção foi a construção desse universo de ficção científica. Os roteiros são cheios de linguagens astronômicas, tecnologia, ciência e mistérios que me deixaram cada vez mais por dentro desse mundo, em cada episódio, e com muita vontade de conhecer mais e mais, além de o anime ser lindo, com visuais espaciais belos que impressionam.

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O mangá foi tão bem sucedido em pouco tempo que, no ano seguinte de lançamento, a Polygon Pictures já tratou de iniciar a produção do anime. Apresentado pela Netflix como original do aplicativo de streaming, mas com produção japonesa, o anime está com avaliação máxima no serviço, além de acabar de estrear sua segunda temporada (que ainda não assisti, completei apenas a primeira) em abril.

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O enredo é bem adulto, com muitos mistérios e dificuldades para o protagonista, problemas sérios e mortes de personagens queridos, mas tudo de uma forma não forçada, contribuindo bem para uma ótima experiência e fazendo com que nos intriguemos a cada episódio. Ah, e sem contar que a trilha sonora e a música-tema são fantásticas também, fazendo bom uso inclusive do silêncio, bem propício para uma temática espacial.

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Tenho certeza de que a experiência desse primeiro anime assinado pela Netflix animou o serviço para investir em muitas outras produções e co-produções. E isso não é bom apenas para eles como também para nós, que teremos muitos outros conteúdos com histórias incríveis para curtir e acompanhar. 🙂

Assista ao trailer:

Attack on Titan: o Game of Thrones dos animes

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Sabe quando todo mundo te recomenda uma coisa e você, ou por causa da hype ou por querer ser o primeiro a saber das coisas, cria uma espécie de bloqueio com aquilo? Foi o que aconteceu comigo sobre Attack on Titan (ou Shingeki no Kyojin, para os íntimos do japonês).

Mas a real é que, conforme o tempo foi passando e essas boas impressões não diminuíram, acabei me sentindo obrigado a pelo menos tentar assistir. Fui atrás do primeiro episódio, do segundo, terceiro e todo o resto. Quando fui prestar atenção, já estava assistindo um episódio atrás do outro e totalmente envolvido com os personagens, os mistérios e o desenrolar da trama.

Pra quem nem faz ideia do que seja, prepare-se para a surrealidade. Attack on Titan é um anime distópico (tem também o mangá, que já está bem à frente do desenho já que, por enquanto, ele só teve 1 temporada) onde toda a raça humana vive em uma espécie de redoma feita de 3 muralhas gigantescas, que foram construídas para proteger a população dos titãs. Seres humanoides imensos e bizarros que demonstram certo prazer em se alimentar dessas pessoas.

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A gente acompanha a aventura de Eren Yaeger, que quer se tornar um membro da equipe de exploração para eliminar os titãs e ser uma espécie de libertador do povo, e Mikasa Ackerman, sua irmã de criação extremamente inteligente e com controle emocional ideais para o trabalho que é encarar esses monstros.

Contando assim parece mais uma hiperloucura japonesa, mas juro que é legal. O que se destaca em Attack on Titan é, acima de tudo, o mistério. Durante boa parte da história, você fica cheio de dúvidas, sem saber de onde esses titãs vieram, o que eles querem, o que se esconde por trás deles e qual o real motivo para o povo se esconder mais do que enfrentá-los.

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A cada episódio uma nova ponta solta é mostrada, fazendo com que você fique naquela mesma situação de quando assiste um seriado como House of Cards ou Game of Thrones, querendo ver um após o outro e desvendar logo cada situação. Uma coisa que eu valorizo muito em séries assim é o final te puxar para o próximo, e isso é feito com maestria.

Em relação aos personagens, tanto Eren quanto Mikasa são profundos, mas existem ainda outros extremamente bem construídos e colocados durante a narrativa. Você admira e compreende seus motivos e quer acompanhar aquela aventura até o fim.

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Pra terminar, minha comparação com Game of Thrones não é a toa. Pra mim, Attack on Titan é o Game of Thrones dos animes. Por isso, se prepare para muitas mortes, situações impressionantes, um pouco de deus ex machina e reviravoltas que vão fazer sua cabeça girar.

O anime fez tanto sucesso que, além de a 2ª temporada ter sido confirmada e estar sendo ansiosamente aguardada, foi confirmado um filme live action, que já está em produção.

Eu sempre gostei e acompanhei muitos animes. Por isso, posso garantir que Attack on Titan é um dos melhores lançamentos dos últimos anos na área. Se você gosta do tema, assista. E se não gosta, tente também. 🙂

Enlouqueça com Mad Max

314606Id1b_Madmax_Payoff_Brazil_Intl_27X40_1Sheet.inddEsqueça tudo que você já viu, mesmo se incluir a antiga trilogia protagonizada por Mel Gibson. Mad Max: Estrada da Fúria é outra coisa completamente diferente, tão diferente quanto você possa imaginar. Em uma palavra, posso descrever o filme como: intenso.

E sabe o que é mais engraçado? Ver o que o mesmo produtor de Happy Feet e Babe: o porquinho atrapalhado, George Miller, conseguiu fazer na direção desse filme.

Mad Max é tão frenético que você não consegue fazer mais nada além de assistir a próxima cena, e a próxima, e a próxima. É sério. Juro que entrei na sessão com uma pipoca média e um copo médio de Coca-Cola. E também juro que saí da sessão com ambos cheios.

Até para aqueles que só simpatizam com o gênero ação, Mad Max: Estrada da Fúria faz cada um desses mudar de opinião com poucas cenas. Logo na sequência inicial, uma perseguição deixa você correndo junto com o protagonista interpretado por Tom Hardy. E o que é melhor: o 3D ajuda nessa imersão.

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Sempre sou contra o 3D desnecessário que acontece na maioria dos filmes, feito somente para um adicional no valor da sessão, mas no caso de Mad Max ele realmente contribui com a experiência sem forçar sua presença. As cenas e ação, frenéticas, vão acontecendo e você se sente no meio de tudo isso. Você vê de perto as perseguições, explosões, batalhas, profundidade dos cenários. Tudo com muito bom gosto, auxiliado por uma fotografia e direção de arte incríveis, que fazem você até sentir o calor do deserto (ou talvez o ar condicionado estivesse com problemas). Hahaha!

E como todo o excelente filme de ação, um som de qualidade faz toda a diferença. E o que dizer do som de Mad Max? Dos efeitos, da edição e da trilha? São sensacionais!!! E olha que como músico frustrado eu realmente sou exigente com esse quesito. O som merece, com sinceridade, uma ressalva especial devido a sua bela montagem nesse fime.

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Falando de personagens, Tom Hardy está bem no papel de Max, dá realmente a impressão de um protagonista durão, forte e heróico sem ficar caricato demais. Mas, após ver o filme, você vai realmente entender o sentido do título “Estrada da Fúria”, porque Furiosa, a personagem vivida por Charlize Theron, é tão protagonista quanto Max. Provavelmente até mais. E que personagem incrível, forte, ousada!

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A caracterização da atriz, com cabelos curtos, completamente suja e com um braço só está tão impressionante que, não fosse pelos olhos claros e o rosto já conhecido, você mal reconheceria a bela atriz.

O vilão Immortam Joe, vivido por Hugh Keays-Byrne, está bizarro como um personagem de Mad Max tem que ser. Com uma máscara de respiração totalmente steampunk, um cabelo alvo e porte pesado, ele preenche a tela em todos os sentidos, passando total sensação de que é o cara a ser batido ali. Seus capangas, albinos e totalmente malucos (existe até um guitarrista que solta fogo pendurado em um dos carros de batalha) foram um playground para a equipe de figurino e caracterização de personagens. Para todo lado que você olha das cenas, uma coisa diferente e maluca vai ser notada por seus olhos.

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Mad Max é insano, ousado, louco e muito divertido. É um legítimo blockbuster de ação para nenhum amante botar defeito, com cenas, elementos, cenários, personagens e carros épicos. Resumindo, é o filme que você, nerd, tem que ver neste fim de semana ou logo que puder. Vão ser 2 horas de pura adrenalina e músculos contraídos. Sim, todos eles. 🙂

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Neste fim de semana, assista Kingsman

cartazNão é legal ver algo diferente de vez em quando?

Kingsman consegue ser exatamente isso, ao mesmo tempo em que usa desconstrução de clichês e faz uma homenagem aos filmes de espionagem antigos (leia 007 aqui).

Com personagens bem interessantes, a história conta a trajetória do garoto Eggsy, órfão de um antigo agente da Kingsman, uma agência altamente secreta de espionagem que prima pelo estilo clássico e requinte britânico.

Colin Firth interpreta Galahad, um agente que encontra Eggsy em uma situação de vida ruim, já que cresceu no subúrbio de Londres, e oferece a ele uma chance de se tornar um agente, assim como o pai.

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Em um roteiro onde é fácil visualizar a jornada clássica do herói, vivida por Eggsy, temos uma organização vilanesca liderada por um incrível Samuel L. Jackson, vivendo uma mistura de Steve Jobs, Will Smith e MC Guimé. O figurão ainda conta com uma mulher como braço direito, vivida por Sophia Boutella, que se mostra uma excelente lutadora que possui lâminas no lugar das pernas.

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O roteiro diverte com muitas cenas engraçadas, cativa com desconstruções de personagens e seus atores e impressiona com as novidades. O diretor Matthew Vaughn também trás aqui cores de quadrinhos, mesmo em cenas de ação cheias de violência, assim como fez em Kick-Ass, e nos apresenta uma ótima leitura nova para um filme de ação, que se torna um verdadeiro blockbuster sem abusar na seriedade. Eggsy ainda conta com uma amiga que é um personagem muito bem desenvolvido sem precisar ser apresentada como um par amoroso.

Se você gosta de quadrinhos, filmes com violência e muito bom humor vai adorar esse filme, e acho que é uma boa dica para fazer neste fim de semana.

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Quando vi o trailer pela primeira vez, já tive certeza de que assistiria esse filme. Se ainda não viu e quiser fazer o teste, clique aqui embaixo e depois vá comprar seu ingresso.

Bom fim de semana!

Ficou com vontade de assistir ou já viu e quer dar sua opinião? Comenta aqui embaixo. 🙂

Acredite-se

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A Teoria de Tudo – The Theory of Everything (2014) / Filme

Pare tudo que está fazendo agora e pense: Quantas coisas você já deixou de fazer por não acreditar em você? Só pensando agora, rapidão, eu já deixei de ser um jogador de futebol, um guitarrista e de fazer uma porrada de outras coisas que queria. E tudo porque faltou acreditar.

Acreditar em você mesmo é muito difícil, justamente porque você se conhece mais do que ninguém. Muitas vezes os nossos sonhos parecem mais distantes pra nós mesmos, parecem grandes e impossíveis de alcançar.

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Stephen Hawking não era uma dessas pessoas. Desde pequeno ele já era uma pessoa diferente, se interessava por algo tão difícil como a ciência, e isso acabava tornando seus sonhos ainda mais assustadores, já que era difícil encontrar alguém que pudesse primeiro compreender e depois apoiar, e ele teve que caminhar por muito tempo sozinho.

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Quando parecia estar no rumo do sucesso tão sonhado, um novo desafio ainda maior apareceu: uma doença que, aos poucos, o tornaria cada vez mais limitado. E foi nesse momento mais difícil que ele aprendeu a força de acreditar em si mesmo. Quando ele parecia vacilar, já existia alguém próximo que não deixou isso acontecer. Sua esposa, Jane Hawking, foi um fator decisivo para que seus sonhos continuassem de pé, não deixando o grande gênio da física parar. O resultado disso? Uma contribuição científica para a humanidade, graças aos trabalhos excelentes do cientista e físico.

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Claro que o filme, como toda biografia, possui sua carga fantástica pra sustentar o roteiro. Mas o tom do relacionamento entre os dois, que pauta todas as reviravoltas da história, por si só já auxilia a construção de uma grande lição de vida para todos nós. Sabendo que tudo isso (ou boa parte) foi verdade, o filme torna-se ainda mais especial e indispensável. A atuação de Eddie Redmayne rendeu o Oscar de Melhor Ator em 2015, e acho que você não vai discordar.

Sobre as coisas que você lembrou no começo do texto, que deixou de fazer por não acreditar em você, só existe uma solução: deixar pra lá. Aproveite agora cada novo passo que der, olhe sempre para frente, como essa história nos ensina, e pense no próximo passo. Só que, desta vez, adicione um ingrediente ainda mais especial: acredite-se.

Uma história 10/10.

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