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5 Filmes do Oscar que você não viu, mas deveria

No dia 28 de fevereiro vamos descobrir os vencedores deste ano na maior premiação do cinema mundial, o Oscar 2016. Enquanto a maioria das pessoas está de olho somente nos principais indicados (as categorias Melhor Filme, Ator, Atriz e Diretor), algumas outras categorias passam quase que despercebidas, mas nos reservam grandes e gratas surpresas.

Por isso, trouxe para vocês recomendações de filmes indicados em categorias “menores”, mas que valem muito o seu investimento de tempo, por possuírem grandes histórias, trazerem uma reflexão diferente ou só por serem bons pra caramba, mesmo não se enquadrando nos prêmios de maior visibilidade. E claro, são dicas dos que eu já vi (alguém consegue ver tudo?). Vamos lá:

5 – O Menino e o Mundomenino-e-o-mundo

É o representante brasileiro no Oscar, para você que ainda está triste por Que Horas Ela Volta? não ter sido indicado. O filme concorre a melhor animação e vai ser difícil levar, já que seu grande concorrente na categoria é Divertida Mente, filme que está concorrendo inclusive a melhor roteiro.

Além de ter um traço lindo, o filme conta a história de um menino que começa a descobrir o mundo após seu pai partir em busca de um novo trabalho.

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9806344 – Shaun, o carneiro

Como dito acima, a vitória de Divertida Mente é praticamente certa. Mesmo assim, gosto de ver as novidades que saem e foi uma grata surpresa conhecer esse filme. A animação não tem falas, diverte você e conta uma história muito legal de amizade entre um carneiro, seus amigos e seu dono. Bacaninha mesmo!

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Ex_Machina-368494509-large3 – Ex-Machina

Saindo apenas para o mercado de home vídeo, Ex-Machina fez sucesso no boca a boca. Muita gente comentou a qualidade do filme que acabou sendo indicado a dois prêmios: Melhor Roteiro Original e Efeitos Visuais.

A ficção científica se passa inteirinha em um centro de pesquisas, com diálogos e uma trama que prendem fácil desde o começo.

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890542 – Sicario: Terra de Ninguém

A produção é excelente e conta com um elenco de peso, como Josh Brolin, Benicio Del Toro e Emily Blunt. Mesmo sendo do excelente diretor Denis Villeneuve, o filme talvez não tenha sido tão falado por estar concorrendo apenas nas categorias técnicas de fotografia, edição de som e trilha sonora. A história gira em torno do combate ao tráfico de drogas na fronteira entre Estados Unidos e México, onde Blunt é uma agente do FBI convocada para atuar na atividade.

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Cinco Graças21 – Cinco Graças (Mustang)

Umas das minhas maiores e mais prazerosas surpresas deste ano. Cinco Graças é um filme meio francês meio turco, que se passa no interior do país do oriente médio, e concorre ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

Achei a história fascinante, assim como a cultura do país que é muito explorada na produção, já que conta a história de cinco irmãs que começam a ter seus casamentos arranjados por seu tio, algo comum na cultura por lá. Realmente muito interessante e altamente recomendado.

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E aí, gostou das sugestões? Se você ainda não viu algum desses filmes e deu vontade de assistir, não esqueça de vir comentar aqui com a gente depois. E se tiver algum filme que você viu e acha que se encaixa nessa matéria, comente e conte pra gente! 🙂

Editoras devem cobrar por publicações?

Recentemente uma nova polêmica surgiu no mercado literário. Quer dizer, de nova ela não tem nada, mas a discussão aconteceu mais uma vez e, já que eu ainda não dei minha opinião sobre o tema, acho que vale a pena falar agora.

Começando do começo:
Acho que pode existir muita gente que não entendeu, então vamos do começo. É o seguinte: houve uma discussão entre leitores nas redes sociais após uma editora publicar uma matéria sobre uma jovem autora. Outros escritores, dizendo que a pessoa só conseguiu publicar seus livros porque a editora cobrou por isso. A partir daí, você já conhece como a internet funciona, né? Tropas de espartanos e persas se confrontaram.

E agora chegamos à pergunta do título dessa matéria. Então vamos lá.

Não quero ser parcial nem defender um dos lados, mas acho que é preciso entendermos como as coisas realmente funcionam. Todo mundo que ama literatura, como eu e provavelmente você que está lendo, pensa nas editoras com uma certa fantasia. Elas, por publicarem tantas obras que fazem parte das nossas vidas, acabam se tornando quase como máquinas de sonhos, de onde saem grandes publicações que gostamos, autores que admiramos tornam-se palpáveis, lançamentos que esperamos há séculos finalmente surgem e descobrimos novas histórias e personagens que vão acabar marcando nossa vida. Tudo isso é muito mágico e eu realmente também sou influenciado dessa forma.

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Várias dessas pessoas, que gostam cada vez mais das obras e livros que chegaram até elas por meio dessas editoras, acabam desenvolvendo um outro desejo: o de escrever seu livro e publicar em um grande nome do mercado literário nacional. A pessoa começa ralando, quebrando a cabeça para pensar em uma história, escreve, reescreve, revisa, edita e finalmente considera seu material pronto para ser lido. E, como toda mãe, acha o seu filho recém-nascido o mais bonito do mundo.

Por outro lado, as editoras possuem o trabalho de receber dezenas, talvez centenas, de obras originais em seus escritórios a cada semana. Mas é claro que tudo que é recebido precisa ser lido, avaliado, considerado mercadologicamente e aprovado. E é só depois de tudo isso que o trabalho ainda mais árduo começa a ser realizado, com revisão, edição, produção, divulgação e, finalmente, publicação da nova obra.

Como disse antes, não quero puxar para nenhum dos dois lados, mas pense aqui comigo e imagine a dificuldade que deve ser trabalharmos com sonhos das pessoas. O cuidado que se deve ter para, em meio a essa quantidade infindável de livros que são recebidos todas as semanas pelas editoras, encontrar uma boa obra que esteja adequada ao momento do mercado e que seja promissora financeiramente. Deve ser extremamente difícil e, como todos sabemos, as “máquinas dos sonhos” são, na verdade, empresas. Elas precisam pagar funcionários, impostos, ter renda, lucrar e sobreviver financeiramente, ainda mais em um país com taxas tão altas, com leitores investindo tão pouco e que leem menos que os de muitos outros países.

Temos que entender também que o trabalho das editoras é de publicar seus livros, depois de todo esse processo citado. E claro, se uma obra não passou em todo esse crivo mas mesmo assim o autor quer publicá-lo por essa ou aquela editora, de qualquer forma o trabalho de edição, publicação e divulgação deverá ser feito. Portanto, também precisa ser pago.

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Máquina de impressão em gráfica de grande porte.

Não quero entrar em valores, em quanto esse trabalho vale ou não, porque esse assunto é de cada editora, que tem capacidade para saber quanto sua operação deve custar, mas quero deixar claro que, se pararmos para pensar, é fácil entender que não é tão simples assim uma obra ser publicada. As editoras não têm nenhuma garantia de que o livro será um sucesso ou um fracasso, por isso precisam realmente realizar uma grande avaliação antes de publicá-lo. Se um livro não sobreviveu a esse teste e o autor quer vê-lo publicado mesmo assim, a forma encontrada por elas hoje em dia é essa. Nada que não possa mudar com o tempo ou com novos modelos de negócios, mas entendo que isso é viável para que os riscos sejam menores. E adiciono que nem todas as editoras realizam essa prática.

Por fim, se um autor realmente considera seu livro uma grande obra e pode investir nessa publicação, não existe nenhum problema. Se ele não puder, não é o fim do mundo. O jeito é correr atrás de editoras, avaliar aquelas que possuem uma identidade com seu estilo e gênero escritos e nunca desistir. Aliás, a melhor coisa a se fazer em qualquer dificuldade é nunca desistir.

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Acho que cabe a cada um avaliar sobre o tema e tirar suas próprias conclusões, mas sempre tendo em vista que os dois lados precisam ser considerados, o do autor e o da editora. Não acho ruim se um autor publicou seu livro com investimento próprio ou se foi descoberto por alguma editora. De qualquer forma a obra está sendo publicada e lida, o que é mais importante. É claro que todo escritor sonha em ver seu livro em diversas das maiores livrarias, ter seu lançamento com cobertura especializada e distribuir muitos exemplares autografados na Bienal, mas cada pessoa possui um caminho diferente para trilhar, alguns podem investir e outros vão ter que ralar um pouco mais pra que sua obra fique do jeito que uma editora quer e que ela precisa no momento do mercado.

Que tal então gastarmos menos tempo escrevendo comentários sobre polêmicas e investirmos nossa escrita em novos e ótimos livros? Acho que vai ser melhor para todos, sejam autores, sejam editoras ou o mercado. 🙂

Autores brasileiros de literatura fantástica

Faz alguns anos que o cenário literário no Brasil tem mudado bastante. Para quem gosta do assunto e acompanha desde sempre, como eu, é fácil reconhecer alguns fatos que fizeram esse fenômeno se expandir  – as megaproduções cinematográficas de aclamados autores como J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis, o avanço da identificação da cultura nerd/geek no país, séries de tv baseadas em obras literárias muito bem roteirizadas e produzidas e o contato direto do leitor com seu autor favorito que a internet proporciona são alguns deles.

Eu realmente fico muito feliz de ver muito mais gente lendo, querendo conhecer obras novas, se aventurar em mundos desconhecidos. É um desenvolvimento cultural muito importante, e que vai gerar bons frutos para todo o país em alguns anos, coisa que eu não via muito na minha época de ensino fundamental, quando notava que era um dos únicos que ia à biblioteca do ginásio para emprestar um livro, simplesmente por lazer, sem obrigação de provas ou matéria.

Claro que vocês já devem ter percebido que um dos gêneros mais focados aqui no site é, sem dúvidas, a fantasia. Gosto muito do tema, dos universos e tenho várias obras entre meus favoritos. E é por isso que resolvi escrever essa matéria.

O gênero fantástico possui diversos grandes autores aclamados como os já citados acima, Neil Gaiman, Stephen King, e os mais novos do mercado como George R. R. Martin, Patrick Rothfuss, Brandon Sanderson, Joe Abercrombie, Robin Hobb e Scott Lynch. Mas aí é que eu pergunto pra vocês: e os autores brasileiros?

Por isso, resolvi elencar alguns autores desse gênero tão procurado hoje em dia, sem realmente avaliar muito quanto à qualidade das obras, já que alguns desses nem eu mesmo li, mas para que você (caso não conheça) possa pelo menos saber que existem bons nomes, com grandes volumes de vendas, no nosso país. E que, de uma forma ou de outra, ajudam ainda mais a difundir a literatura fantástica por aqui, através de seus números e publicações.

eduardo_spohrEduardo Spohr

Uma lista contendo os principais autores brasileiros de fantasia não pode ficar sem ele. Talvez o mais aclamado do gênero atualmente, Spohr impressiona pela simplicidade com que se apresenta em diversas mídias. Participante assíduo de diversos podcasts, grupos literários no Facebook e sempre concedendo entrevistas a sites e blogs especializados, o autor conquistou grande público não apenas pela simpatia, mas pelo grande alcance que suas obras conquistaram.

Seu primeiro livro, A Batalha do Apocalipse, é um dos mais conhecidos e celebrados do gênero no Brasil, falando da história de um anjo chamado Ablon, que é renegado e acaba interferindo em uma guerra do bem contra o mal, composta por seres celestiais, e que deve descobrir qual o verdadeiro lado bom em que ele deve se associar. Eu mesmo não posso dar muito minha opinião, já que ainda não li nenhum livro do autor, mas sempre recomendo uma olhada no Skoob para se ter uma ideia da qualidade da obra. E partindo das opiniões de diversas pessoas que valorizo, Eduardo Spohr é, com certeza, um dos autores brasileiros do gênero que você deve conhecer.

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andre_viancoAndré Vianco

Pode-se dizer que o André foi um dos pioneiros a colocar a literatura fantástica brasileira em evidência. Para divulgar seus livros, que possuem um estilo dark fantasy com muitos vampiros, o autor fez todo o processo sozinho. Fez impressões do seu livro, distribuiu, vendeu ou negociou consignação nas maiores livrarias que conseguiu. Tudo isso em busca do sonho de publicar suas histórias.

Hoje, com muita influência dele, diversos autores se descobriram no ramo e levam o nome de André como um verdadeiro padroeiro da fantasia por aqui.

Seu livro mais conhecido, Os Sete, é o primeiro de uma trilogia que conta a história de um grupo de vampiros que são libertados ao acaso por pescadores e passam a aterrorizar o Brasil.

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Leonel Caldela

Já falei um pouco do Leonel por aqui quando publiquei a resenha de A Lenda de Ruff Ghanor, mas sempre vale colocar o gaúcho em uma lista de autores brasileiros de fantasia.

Leonel começou sua carreira escrevendo livros que se passavam no universo de Tormenta, uma versão de role playing brasileira. Seus textos foram muito compartilhados e conhecidos pelos apaixonados dos jogos de rpg de mesa, sendo quase inevitável a sua boa reputação entre os amantes de literatura fantástica.

Além do primeiro livro da série de podcasts do Jovem Nerd e da série de Tormenta, ele também possui os livros de fantasia medieval em universos próprios O Caçador de Apóstolos e Deus Máquina, muito bem avaliados no Skoob e entre grupos de leitores.

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Raphael Draccon

O Draccon fez e continua fazendo das letras e palavras a sua vida. Escritor, roteirista, tradutor e editor, ele surgiu para o mercado literário brasileiro com sua trilogia de estreia chamada Dragões de Éter, onde mistura o mundo medieval das fantasias aos contos de fadas. A série se tornou best-seller por aqui e já foi publicada em diversos países como Portugal e México.

Raphael é sempre simpático nas redes sociais, busca participar de discussões e conversar com seus leitores. Já o encontrei na última bienal, a do ano passado, aqui em São Paulo e posso dizer com conhecimento de causa que o cara é realmente gente boa. Conversa, bate-papo e faz questão de tratar bem seu público.

Seus livros possuem números de respeito, com mais de 200 mil exemplares vendidos, além de o autor também ter muita visão do mercado, já que foi o responsável por trazer os livros de George R. R. Martin para o Brasil, pela editora Leya.

Atualmente, o autor está publicando o segundo volume de uma nova série, intitulada Cemitérios de Dragões, pela editora Rocco, onde faz uma homenagem à cultura japonesa dos tokusatsus e super sentais misturada ao universo fantástico, além de participar do time de roteiristas da emissora Globo.

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Eric Novello

Para mim, o Eric é a maior novidade dessa lista. Fui ouvir falar de seu nome neste ano e, a partir daí, ouço cada vez mais sobre as histórias e obras do autor.

O carioca que hoje mora em São Paulo começou publicando livros de romance e coletâneas de contos, onde conta histórias em ambientes com um estilo “noir”, não chegando a se tornar uma dark fantasy, mas com um certo suspense e escuridão que fazem parte do universo.

Tenho pesquisado e acompanhado muitas coisas sobre o autor, que também é bem participativo com seus leitores nas redes sociais e grupos de leitores, e estou muito interessado em ler seu novo livro, Exorcismos, Amores e uma dose de Blues, fala sobre um mago/exorcista que vê a chance de ser novamente contratado. A obra é uma fantasia urbana e está sendo muito bem avaliada pelas comunidades literárias e no Skoob.

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Bom, claro que não é uma lista definitiva, top 5 nem nada disso. Mas, caso você não conheça algum deles, fica aí a dica e a oportunidade de se aventurar nas obras dos autores brasileiros de fantasia. Comente aqui embaixo o que acha, se já leu algum livro de um deles e quais outros autores brasileiros relevantes você conhece. 🙂

5 Livros que você tem que ler mais de uma vez

São vários os motivos que tornam um livro especial para uma pessoa, e claro que a maioria deles é bem particular. Ser um clássico, ter feito a diferença para que a pessoa compreendesse algo que não era tão claro antes, a descoberta de um novo autor ou personagem marcante, a nostalgia pelo momento da vida em que o livro foi lido e muito mais. Mas o livro que é indispensável pra você, talvez não tenha sido uma leitura legal pra mim e vice-versa. E não é muito difícil também acontecer de eu nem ter lido aquele livro, que você acha um crime inafiançável o mundo não conhecer, ou não admirar tanto assim.

Pensando nisso, tentei puxar pela memória 5 desses livros que eu não somente recomendaria pra qualquer um, mas também acho que devem ser lidos e relidos por muitas e muitas vezes. Ou nem tantas assim. rs

cao5 – O Cão dos Baskerville – Arthur Conan Doyle

Um dos romances policiais mais queridos pelos fãs do personagem Sherlock Holmes. O livro conta a investigação da morte de um milionário inglês que, supostamente, teria sido por um cão que assombrava a região.

Como na maioria das histórias do detetive, a trama é intrigante e a capacidade de análise de Sherlock é um tempero a mais, que faz você ansiar pela próxima descoberta genial dele, sempre trabalhando com seu fiel parceiro Dr. Watson.

Este livro possui um valor sentimental para mim, já que é o primeiro com uma temática mais adulta que me lembro de ter lido em toda a minha vida, pegando emprestado na biblioteca da minha escola.

Acho que ele deve ser lido mais de uma vez para que você note todos os pormenores da escrita de Conan Doyle. São tantos detalhes colocados que parecem ser despretensiosos, mas que vão ter muita importância no fim. Ler pela primeira vez é para se surpreender e curtir, e a segunda é para analisar e se impressionar.

vantagens4 – As Vantagens de Ser Invisível – Stephen Chbosky

Este livro conta a história de Charlie, um menino que não é tão normal assim, que se autodenomina um invisível, alguém que é completamente despercebido na escola, por não ser popular, não ter os melhores talentos esportivos ou acadêmicos e ter uma dificuldade em se relacionar.

Mas a história muda completamente quando ele encontra amigos que o entendem como ele é, e que acabam sendo as pessoas que o apresentam a vida como ela é, resultando em suas primeiras experiências amorosas, dramas familiares, festas e muito mais.

O livro é escrito de forma diferente também. Cada capítulo é uma carta do próprio Charlie, enviada a um amigo que não conseguimos saber quem é, com o claro objetivo de fazer você pensar se realmente é pra você ou se está lendo algo confidencial de alguém.

O formato é muito interessante, mas a forma pura como Charlie pensa e as sutilezas do texto de Chbosky são apaixonantes. A obra também foi adaptada para o cinema e o filme está na Netflix.

Enfim, é um livro que deve ser lido mais de uma vez para você se emocionar e se lembrar de algumas coisas importantes que, às vezes, acabamos nos esquecendo por algum tempo.

principe3 – O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry

Acho que não preciso explicar muito sobre um clássico de cabeceira, mas aqui vai minha opinião e experiência. O Pequeno Príncipe é um daqueles livros que você tem que ler antes de morrer, que através de sua história com grande tom poético e filosófico faz você pensar e refletir sobre muitas coisas.

Em minha experiência, li o livro apenas quando já estava adulto, mas a leitura é excelente da mesma forma. Acho que é um livro que não é pra ser relido 1 vez, mas que deve ser revisitado sempre, a um certo intervalo de tempo.

O livro já teve uma adaptação para o cinema no ano de 1974, mas acho realmente uma das obras que mais necessitam de uma releitura nas telonas, uma versão fiel e muito bem feita, com um orçamento nas alturas. Espero que esse dia chegue logo para que a obra atinja o maior número de pessoas quanto possível.

mundo2 – Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley

Um clássico da ficção científica, que também serve de porta de entrada para quem quiser começar a ler mais o gênero. Não que AMN seja um livro fácil de ser lido, claro que precisa-se existir uma suspensão de descrença para que a história realmente engrene na sua cabeça, mas porque Huxley consegue criar uma história incrível e crível ao mesmo tempo.

A história se passa em um futuro onde não existem éticas religiosas ou valores morais que regem a sociedade. Como em toda sci-fi, um contexto científico é usado para uma crítica ao padrão de vida humano, mas a forma como a história se desenrola faz você realmente acreditar que poderia estar vivendo em um mundo como esse, e que poderia ser um daqueles personagens envolvidos.

É um livro incômodo, que trata de assuntos complexos e outros nem tanto, mas que deve ser lido mais de uma vez para uma completa digestão de todas as críticas e discussões que são levantadas.

hobbit1 – O Hobbit – J. R. R. Tolkien

Faz pouquíssimo tempo que terminei de ler O Hobbit e fico me perguntando “como demorei tanto?”. Com certeza você tem alguns livros que fizeram o mesmo com você. E com certeza também muitos fãs vão contestar porque eu estou colocando aqui este livro ao invés da saga O Senhor dos Anéis. A minha resposta é simples: O Hobbit é um livro para todo mundo.

A saga do anel é um grande e especial clássico pra mim, mas realmente é um livro difícil de ser lido, sobretudo para quem não tem o costume de ler fantasia. É uma série cansativa, que exige grande compreensão do universo fantástico, e que exige muito empenho do leitor.

Já O Hobbit é completamente o contrário. Pode ser lido por qualquer pessoa e não exige conhecimento do universo. Como muitos avaliam, no momento em que foi escrito Tolkien ainda estava lapidando sua escrita, e acho que esse é o ponto principal que faz com que toda e qualquer pessoa possa ler e aproveitar.

É uma história leve, com escrita fácil, mas também com toda a magia e fantasia do mestre Tolkien. E como uma obra dele, deve ser sempre revisitada e admirada.


Espero que vocês tenham gostado das dicas. Claro que as recomendações vão muito de acordo com meu estilo de leitura, os assuntos que mais me interesso, mas isso não impede você de experimentar a leitura de um deles. Vai que ele também se torna marcante pra você.

Agora eu quero saber quais são os livros que você me recomenda. Comente aqui embaixo com o seu top 5. 🙂

Vilões que todo mundo gosta

Tem personagem que é tão mau, mas tão mau, que fica bom. Sabe aquele vilão que é incrivelmente bem construído, e que você, sem querer, acaba não sentindo até um pouco de admiração? Eu tenho certeza que cada um tem o seu preferido, e muitos deles são unanimidade.

Por isso, vamos falar exatamente desses grandes personagens que não podem deixar de existir em uma boa história. Porque nenhuma jornada sobrevive só com os bonzinhos, e tá cheio de vilão bom por aí pra gente poder falar.

Dá uma olhada nos que eu pensei, com uma ajuda do pessoal do Twitter.

Severo Snape
Não podia faltar o professor mais chato das histórias fantásticas. Snape é tão bem elaborado por J.K. Rowling que, mesmo sendo um supercandidato a verdadeiro vilão, acaba se revelando na verdade um protetor. Aquele que, na verdade, por trás de atitudes ruins e severas (como o próprio nome diz) carregava uma boa intenção.

Harry Potter não teria evoluído tanto a cada ano sem ter o professor em seu encalço, nem seus amigos. A verdade é que, depois de lida e digerida toda a história, percebemos que o professor linha dura queria motivar os alunos a darem mais de si, no mesmo estilo da personagem de Meryl Streep em O Diabo Veste Prada, buscando, através da rigidez, encontrar alguém que o impressionasse por sua persistência. No fim, vemos que ele conheceu mais de um aluno assim.

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Coringa
Forte candidato a melhor vilão das histórias em quadrinhos, o Coringa nada mais é do que o oposto do Batman. Analisando psicologicamente grandes clássicos, como A Piada Mortal, vemos que os dois se opõem justamente porque eles se entendem. A loucura do Coringa é inversamente proporcional à revolta do Batman, ambas motivadas por acontecimentos duros de seus passados. É legal ver como a batalha entre os dois é muito mais psicológica do que física, e são poucas as histórias em que vilão e herói não precisam trocar socos pra apresentar embates épicos. Esses dois conseguem.

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Frank Underwood
A sacada certeira da produção da Netflix não foi apenas investir em um vilão como personagem principal, algo que já foi feito muitas vezes, mas de transformar todos nós, os telespectadores, como verdadeiros cúmplices das atitudes e movimentações do protagonista. A cada nova jogada no xadrez que é a série House of Cards, Frank coloca todos nós a par do que está acontecendo, conversando diretamente com a câmera mesmo, e nos deixando em uma posição única e imutável de incapacidade. Nós sabemos o que ele fez e está fazendo, mas não podemos mudar e queremos ver como vai terminar. É incrível, e muito bem feito.

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Darth Vader
O que mais poderia eu, um mero autor dessa matéria, falar para acrescentar alguma coisa a esse personagem? Darth Vader é tão sensacional que se transformou na cara verdadeira da saga Star Wars, mesmo não sendo o herói, como um dos personagens mais maus que existem, e tendo que atingir uma crescente de um filme para o outro, já que no episódio IV ele não tinha tanta força quanto nos outros.

Darth Vader é frio, inteligente, ambicioso e forte. A combinação perfeita para um excelente vilão, aliado a uma imagem icônica pra ficar marcada nas mentes de todo mundo. Muita gente pode não saber o nome do personagem, mas conhece sua imagem.

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Gollum
O mau necessário ilustrado de uma forma tão boa, como fez J.R.R. Tolkien, não podia ficar de fora de uma lista como essa. Em muitos momentos em O Senhor dos Anéis, Gollum se mostra como um vilão ainda mais importante do que o próprio Sauron, justamente pela representação física e sua batalha bipolar com a personalidade de Sméagol. Como em toda a obra de Tolkien, há sempre um ensinamento filosófico por trás de cada linha do personagem, e Gollum se revela o maior de todos, representando o calo no pé que todos nós temos, as dificuldades que todos vivem, mas que de alguma forma ou de outra nos ajudará a conquistar aquilo que queremos. Gollum é a pedra no caminho que todo mundo tem que superar pra chegar a outro lugar, mas que também é muito pesada pra ser tirada dali.

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Sheldon Cooper
ANTES QUE COMECE O MIMIMI: Tá bom, eu sei que ele não é exatamente um vilão, mas é o máximo que pode-se chegar de um personagem do tipo em The Big Bang Theory. Assim como o Gollum, Sheldon é o mau necessário que motiva os outros personagens a sair de sua zona de conforto. É também a forma inacreditável de ilustrar as diferenças de cada um deles, finalizando sempre com o ensinamento de que, mesmo com suas muitas diferenças, as pessoas têm algo em comum. É legal notar o contraponto que o personagem traz para que a série não fique sempre na mesma, e de um jeito novo trazer um tom bem humorado para um personagem tão técnico como um gênio da ciência.

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Você também gosta desses vilões, tem algum pra acrescentar ou acha que eu só falei besteira? Comenta aqui embaixo. 🙂

O que faz uma boa história ser boa?

A história inicia com uma grande confusão. Personagens correm pra lá e pra cá até que o protagonista, sem saída, se vê com perspectiva zero de se livrar daquela enrascada com vida. De repente surge outro grande personagem, o típico estereótipo de um guerreiro, ou um artefato mágico incrível, salvando o herói e sendo um verdadeiro estepe para a aventura continuar sem intervenções, conforme o autor havia planejado.

Em outro caso, o personagem principal se mostra um zero à esquerda. Não sabe fazer nada e não conhece nenhum detalhe do universo que o espera. Em uma típica jornada do herói, ele terá seu chamado para a aventura (geralmente motivado por algum tipo de profecia ou por uma questão familiar) e viverá cada etapa dessa escada evolutiva da história até chegar ao embate final, desafiando alguém ou algo que deve ser derrotado, de preferência com magnitude colossal.

Em qualquer um desses caminhos, experimente uma trairagenzinha inesperada de um personagem próximo, que vai dar aquele clima empolgante e a emoção para o final da jornada. Adicionamos também mais alguns temperinhos, como uma maldição aqui, um item mágico ali e uns animais impressionantes em outro canto. Pronto.

Não tenho como provar qual a porcentagem exata de histórias publicadas recentemente, falando mais sobre de fantasia e aventura, seguem exatamente um desses modelos. Mas, acho que se você for puxar pela memória, pelo menos os livros desses gêneros que leu atualmente, vai conseguir encaixar vários deles em um dos dois caminhos.

Não quero abrir uma discussão do que é bom ou ruim, nem se existe uma fórmula mágica para um bom resultado, mesmo porque tenho apenas o meu critério pessoal, experiências e cultura (o que não significa absolutamente nada), e nem um livro publicado eu tive. A ideia aqui é, partindo desses dois formatos usados incessantemente, descobrirmos juntos o que boas histórias têm em comum, o que pode ser realmente necessário para que elas funcionem e como a inovação pode contribuir ou não em alguns casos.

Pra começar, e não ter apenas opiniões minhas, fui até um grupo muito legal que participo há muito tempo no Facebook, o Livros de Fantasia e Aventura (veja aqui e participe), perguntar aos meus colegas e membros o que realmente interessa para eles na hora de ler e considerar aquele um bom livro fantástico. Além disso, também joguei a pergunta no Twitter (você pode me seguir clicando aqui) para ver o que alguns seguidores pensam a respeito. Vamos ver o resultado?

1 – Herói

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Um protagonista bom não precisa ser necessariamente um personagem “invencível”, que supera todas as dificuldades e sai sempre vitorioso. Na verdade, o que gostamos muitas vezes de ver em um herói é sua capacidade de tomar decisões e de avaliar os problemas com um olhar diferente, mais do que força. Além disso, o autor precisa dar complexidade e profundidade a ele para que fique interessante. Como? Explorando mais exemplos e ações que definam sua personalidade, mostrar realmente sua essência, e não tentar transmitir isso por meio de palavras.

Outra coisa que acaba oferecendo certa resistência aos leitores é existir sempre um Deus Ex Machina pra resolver as dificuldades mais importantes, isso acaba tirando um pouco da autonomia do personagem. Em qualquer mundo, fictício ou real, o herói também precisa causar empatia, ser crível e ao mesmo tempo surpreendente, intrigando o leitor a querer conhecê-lo cada vez mais e acompanhar sua jornada até o fim.

2 – Equipe

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Formar um grupo só porque a maioria dos livros do gênero usa desse artifício pode ser um tiro no pé para um autor mais inexperiente. Tudo porque eles não podem servir apenas como side-kicks do personagem principal e, na verdade, o ideal é que sejam exatamente o contrário. Os secundários, quando bem desenvolvidos no que diz respeito a personalidade, podem se tornar tão importantes quanto o protagonista, e isso não precisa ser um problema para o autor. Ter personagens fortes à mão mostra que sua história também tem pontos importantes e permite arriscar mais. O grupo de companheiros fica mais atraente quando há uma boa diversificação tanto em habilidades quanto em características físicas.

Finalizando, da mesma forma como o herói, personagens secundários são realmente bons quando há profundidade e boa exploração de caráter, objetivos e motivações. Um grupo com misturas interessantes e completamente diferente pode ser o ponto principal e fator mais importante para se criar uma história realmente intrigante.

3 – Desafios

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Quando falamos de jornada do herói, um dos pontos principais que pode dar a virada em uma história (seja para o bem ou para o mal) é o chamado para a aventura e a negação a ela. Nesse ponto da trajetória muitas cartas são jogadas na mesa e, para que ela continue evoluindo, o argumento precisa ser inteligente e desafiador, gerando expectativa ao público para acompanhar o desenvolvimento da trama.

O que muita gente falou nas discussões que sugeri, e que pode tornar as coisas bem interessantes, é, nesse momento da história, fazer com que o protagonista esbarre em conflitos internos e psicológicos, algo que realmente torne a jornada difícil, dura, e que gere perdas. A história não precisa ter necessariamente um vilão clássico para funcionar, mas se existir e suas motivações forem tão bem exploradas quanto possível, com a mesma importância que falamos de um protagonista, pode ser a diferença crucial de um bom resultado.

Uma forma de deixar tudo isso ainda mais legal é quando podemos notar esses desafios particulares do personagem principal como verdadeiras referências a outras linhas de discussão. Trazer ensinamentos filosóficos é algo difícil de atingir, mas quando se consegue as coisas ficam muito interessantes, além de contribuir para que uma identificação do leitor aconteça e seu interesse aumente ainda mais.

4 – Aventura

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Existem infinitas possibilidades de se apresentar uma ideia e desenvolver um roteiro intrigante. Para que a ação realmente comece, o leitor precisa estar confortável com a história, entendendo os ambientes e as descrições feitas pelo autor, ajudando-o a embarcar junto em busca dos novos acontecimentos que virão. Não é que, necessariamente, o mundo apresentado precisa estar completamente exposto para quem está lendo, acho que até um pouco de mistério em tudo isso pode dar um tom ainda mais intrigante, mas a jornada precisa fluir com tranquilidade.

Para que tudo isso que foi falado caminhe em sintonia, uma das sugestões mais interessantes que recebi nas discussões é de que o autor procure trabalhar muito em busca de uma boa mistura entre as inovações, referências e até alguns clichês que vai utilizar, que nem sempre são ruins, dependendo em como são encaixados na história. Acho que nesse ponto da história é mão na massa mesmo, lapidar o texto incessantemente até que a leitura flua o mais natural possível.

A aventura, quando bem bolada e oferecendo boa exploração ao leitor, pode ser uma ferramenta das mais importantes para que a história dê certo, e precisa convencer o leitor, fazer com que ele se sinta ligado ao roteiro. A “personalidade” que ela traz tem uma importância tão grande quanto à dos personagens principais, secundários e do vilão (seja um personagem ou uma questão apresentada).

Ah, e claro, pra não precisar fazer nada disso e ela ficar boa só tem um jeito: Dragões!!!

5 – Autor

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Pode parecer o maior clichê da história, mas o autor precisa, definitivamente, colocar o coração naquilo que está fazendo. A gente conhece inúmeros casos de pessoas, não apenas no ramo literário, que não são necessariamente supertalentos mas, por meio do trabalho duro e da vontade em fazer algo legal, obtiveram um grande sucesso. Muitas vezes o amor pelo que se faz acaba superando até mesmo o talento.

O leitor consegue sentir quando um autor realmente se doou por aquele resultado. Se você for um leitor voraz, essa percepção se aguça ainda mais, começando a entender melhor um texto fluido, bem resolvido e trabalhado com muito suor.

Como ouvi uma vez de Eduardo Spohr, autor de A Batalha do Apocalipse entre outros livros de fantasia nacional, o escritor precisa escrever. Pode parecer engraçado mas muitos se esquecem disso, considerando seu primeiro texto o mais incrível já feito. Não há espaço para apego no ramo da escrita.

Também não quero dizer que o primeiro texto de um autor não possa virar um incrível sucesso, mas isso é realmente difícil porque uma ideia, na maioria das vezes, precisa ser estressada até seu limite para se descobrir se ela ainda assim continua funcionando. Terminar de escrever um livro é apenas o começo, porque provavelmente ele será reescrito muitas outras vezes até ficar no ponto certo.

Outras coisas importantes no momento da criação é a busca por referências e o estudo em como usá-las de forma eficaz em sua história, focando também em que público se quer atingir com aquilo que será contado, uma trama complexa, na maioria das vezes, funciona com um público mais adulto, por exemplo. Pensar no público a ser impactado e respeitar suas características é muito importante.

E isso é só um pouquinho de tudo que conversamos sobre o que faz, para muitos leitores, uma história boa ser realmente boa. Como disse no começo, não existe fórmula perfeita de sucesso, mas se juntarmos trabalho duro, pesquisa, desenvolvimento e paixão pela obra, provavelmente o objetivo de uma boa história será atingido, e o resultado melhor do que o esperado.

Um agradecimento especial a todo o pessoal do grupo Livros de Fantasia e Aventura, no Facebook, e a quem participou enviando sugestões pelo Twitter. Muito obrigado! 

Gostou do post, quer sugerir algo ou só me xingar pelo monte de porcaria que falei? Comenta aqui embaixo. Vai ser legal ler suas considerações ou te ajudar a aliviar o stress. 🙂

 

Os personagens mais covardes que existem

Dando início a uma série de novidades que teremos por aqui, este post nada mais é do que uma seleção minha feita sem critério nenhum, de cabeça mesmo, só pra mostrar que na internet a gente fala o que quer e pronto.

E hoje vou selecionar heróis e personagens incríveis, extremamente promissores, com excelentes histórias, mas que fracassaram miseravelmente na arte de ter um pingo de coragem. Aqueles que são mais destemidos que uma tartaruga, mais fortes que um camundongo e mais inteligentes que um asno.

Achou que eu tava falando de você? ZUERA. Tenho certeza que você gosta de muitos deles e suas histórias, porque mesmo sendo terrivelmente medrosos, esses personagens conseguiram fazer o principal: divertir (e ainda divertem) a gente. Bora lá?

Grover Underwood (Série Percy Jackson)
Se você não conhece esse cara, pelo sobrenome, vai acabar pensando que é um parente do casal mais inescrupuloso da história dos seriados, Frank e Claire Underwood em House of Cards.
Mas, para sua grande surpresa (e decepção), ele não passa de um sátiro amigo de Percy Jackson, tão medroso que, pra fazer suas magias, tem que tocar uma flautinha. Ele é o alívio cômico das séries escritas por Rick Riordan e livra a turma em muitas situações, mas não consegue tirar a estigma de covarde sempre que surge uma oportunidade.

Grover

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Kick-Ass
O adolescente Dave Lizweski gosta tanto de quadrinhos que decide virar um super-herói. Tipo a ideia mais imbecil que alguém poderia ter, manja? Depois de criar seu uniforme e amarrar dois bastões nas costas, ele sai pela rua e apanha até quase morrer. A história é bem sangrenta, característica do autor Mark Millar, e mostra o garoto incapacitado que acaba sempre tendo que ser ajudado pela amiga Hit Girl e seu pai.

Kick-Ass

 

Luigi
Onde está esse cara na maioria dos jogos do Mário? Luigi deve ser um cara bem medroso, já que em muitos jogos a sua participação é quase zero, mesmo sabendo que a jornada do parceiro pelo resgate da princesa será longa e muito perigosa. Até mesmo nos jogos em que ele é o protagonista, não dá pra botar fé no bigodudo de roupa verde. Se eu fosse o Mário, dispensava esse cara e ficava só com o Yoshi.

Luigi

 

Scott Pilgrim
O Scott nem chega a ser um herói, pelo menos não no começo da história. Preguiçoso, desajeitado, magrelo e totalmente sem noção, esse cara de repente se revela como um super porradeiro quando precisa se defender contra os ex-namorados do mal da Ramona Flowers. Claro que consegue eliminar todos no final, menos a nossa impressão de que ele é um grande mané que qualquer um poderia derrotar num minuto. Acho que isso faz com que o carisma dele seja tão forte.

Scott Pilgrim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tyrion Lannister
Ele não é bem um herói, mas para a galera que torce pela casa Lannister é com certeza o mais querido. Tyrion morre de medo de morrer e não aproveitar mais um pouquinho da vida e das riquezas de sua família. Sua arma é o intelecto, e ele sempre está pensando à frente, muitas vezes fazendo com que até mesmo quem não goste do personagem se surpreenda a cada nova ação realizada. Até os mais simples diálogos do anão podem surpreender a todos no último instante.

Tyrion

 

Sam Gamgi
Quem não gostaria de ter um amigo como o Sam? Sua lealdade foi tão grande que ele, por causa das circunstâncias, deixou seus medos de lado para seguir Frodo, seu mestre. Sam foi tão bem sucedido que acabou ele próprio se esquecendo de sua covardia, enfrentando o misterioso Sméagol e sendo fundamental para que a jornada do Um Anel terminasse bem sucedida. Dentre todos os épicos personagens, ele foi o único que terminou a história do Senhor dos Anéis com uma família construída de verdade, com esposa e filhos. Acho isso um verdadeiro presente de Tolkien ao personagem que é tão especial.

Sam Gamgi 2

 

Neville Longbottom
O menino mais medroso e desajeitado da saga Harry Potter, que sempre errava todos os feitiços que tentava, se transformou na lenda que derrotou “aquele que não deve ser nomeado”. Neville sempre foi um personagem B nas histórias de J.K. Rowling, e tenho pra mim que, conforme ele foi ganhando força entre os fãs da série, foi que a autora decidiu brindar o personagem com esse desfecho tão incrível.

Neville Longbottom

 

Chapolin
O que dizer desse herói que conheci há tanto tempo e sempre vou curtir pacas? Chapolin é o rei da covardia, sempre se escondendo dos vilões e vencendo os confrontos usando sua maior habilidade: o fator sorte. Se não fosse por ela, ele já teria deixado de existir. O legal aqui é ressaltar a genialidade de Roberto Bolaños, criando um personagem que traz esperança com pouquíssimos pontos fortes, trabalhando os roteiros sempre em torno da incapacidade do personagem para resolver as situações, adicionando um final surpreendente.

Chapolin

 

E esses foram os que eu lembrei na melhor lista de heróis medrosos em todo o mundo, eleita com extrema imparcialidade por mim mesmo.

Agora comenta aqui embaixo qual herói você acha que eu deixei de citar e porquê. Ou só me xinga mesmo, se preferir, alivia o stress.

Um grande contador de histórias

A gente consegue reconhecer um bom contador de histórias de longe. Geralmente, é aquele cara desinibido do colégio que contava a mesma piada que você, com a diferença de que todo mundo ria. Mas além desse tipo clássico, tem também aquela pessoa mais chatinha e incrivelmente letrada, que falava difícil e, por isso, acabava chamando a atenção de todo mundo (alguém lembrou da Hermione, aí?).

Forrest Gump não fazia parte de nenhum desses tipos conhecidos. Muito pelo contrário. Ele era o “idiota da cidade”, como alguns conterrâneos diziam.

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Se você gosta de boas histórias tanto quanto eu e ainda não assistiu Forrest Gump, precisa botar um fim nesse buraco cultural o mais rápido possível. Você vai conhecer um cara diferente dos demais em vários aspectos, que por meio de sua ingenuidade conheceu e participou de muitos acontecimentos históricos mundiais, e pôde contar isso de uma forma totalmente diferente da que outras pessoas fariam.

O filme está fazendo, em 2014, 20 anos do seu lançamento e faturou em 1995, entre muitos prêmios, 6 oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator. Aliás, a interpretação de Tom Hanks é impressionante durante todo o filme. Ele realmente conseguiu entender de forma única as limitações e características do personagem e passar tudo isso com uma leveza, tranquilidade e emoção incríveis.

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O filme foi adaptado de um livro de 1986, do autor Winston Groom, e eu confesso que não li, mas que também nunca achei necessário. Algumas coisas tem essa características: são tão boas que não precisam de mais. São o que são e se completam dessa forma.

Não preciso falar muito do quanto gosto desse filme, acho que você conseguiu perceber um pouquinho, mas quero recomendas e evitar spoilers a quem ainda não assistiu (se é que isso é possível pra um filme com 20 anos), dizendo que Forrest Gump é o tipo de história que marca nossa vida. Que faz você querer apresentá-lo para outras pessoas que ainda não viram e até assistir junto com elas, só pra conferir de perto e em primeira mão a reação pós-sessão.

Quando me lembrei que esse grande clássico estava completando duas décadas de existência, fiz questão de procurar alguém que ainda não tinha assistido. É claro que o resultado foi de surpresa.

Ele é uma surpresa mesmo. É um filme que te mostra que alguns valores não são tão importantes quanto você imagina, que outros nem deveriam existir, que “shit happens” mas que você tem que sorrir e correr sem parar, porque essas coisas ruins que acontecem só precisam que você continue para que elas fiquem de fato pra trás.

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Forrest Gump é uma bela história que muda todo mundo que assiste. Aliás, muda muita coisa. Até mesmo o objetivo de um blog, que era o de falar de livros, para falar de boas histórias. Esta é uma das melhores histórias que eu tive o prazer de conferir na minha vida.

Assista ou reassista já. 🙂

Forrest Gump (1994)forrest_gump_xlg
142 min. – Drama
Diretor: Robert Zemeckis
Roteiro: Eric Roth – Livro: Winston Groom
Atores: Tom Hanks, Robin Wright, Gary Sinise

Trailer aqui:

Leituras que não podem passar de 2014

No começo de cada ano eu tento me organizar, ou pelo menos colocar no papel, e criar uma relação de leituras que gostaria de fazer. Como todo leitor, existem muitos livros pra comprar e outros tantos já comprados, mas que devido a tempo e outras coisas eu ainda não consegui dar a devida atenção a eles.
Sempre dou preferência aos grandes clássicos, aqueles que tenho vergonha por dizer a outro amante dos livros que ainda não li. Pensando em tudo isso, acho que o resultado deu um bom apanhado de leituras obrigatórias e novidades que estão vindo por aí, mas que já estão sendo bem comentadas. Confira:

matador do rei– Série A Crônica do Matador do Rei – Patrick Rothfuss

A dificuldade de ainda não ter lidos os livros de Rothfuss é bem simples: questão de tempo. As obras são gigantescas (662pgs e 960pgs, respectivamente) e eu ainda não consegui ter tempo e coragem de encarar esse desafio. Preciso ser rápido já que o terceiro livro da trilogia está em produção e, se for lançado antes que eu tenha começado o primeiro, a situação vai ficar insustentável. De acordo com os grupos de leitores que participo, assim que começar não vou parar. Em 2014 isso vai mudar.

colecao-game-of-thrones-guerra-dos-tronos-ebooks_iZ2XvZxXpZ1XfZ135463817-473239412-1.jpgXsZ135463817xIM– Série As Crônicas de Gelo e Fogo – George R. R. Martin

A série já conta com CINCO LIVROS GIGANTESCOS, que eu ganhei todos no meu aniversário em janeiro do ano passado, e tem o sexto em produção avançada, mas confesso que é muito complicado olhar aquela pilha enorme com apenas 5 livros e tomar coragem pra começá-los. Mesmo assim, Guerra dos Tronos não pode passar desse ano pra mim. E não vai.

Screen Shot 2014-02-13 at 5.12.32 PM– O Hobbit – J. R. R. Tolkien

Apesar de a aventura de Bilbo acontecer antes da saga do Anel, sempre pareceu mais coerente para mim (e acho que para muitos outros leitores também) iniciar primeiro a trilogia antes de ler seu prequel. Como demorei para começar a ler A Sociedade do Anel e seus posteriores, O Hobbit ainda não foi apreciado. Agora que já estou terminando a trilogia, com certeza essa lacuna na minha reputação de leitor vai ser reparada no primeiro semestre do ano.

Tigana_Capa WEB– Tigana – Guy Gavriel Kay

Esse é o primeiro livro da lista que tem influência direta dos grupos de leitores de fantasia que participo. Até o ano passado, nunca tinha ouvido falar de Tigana. Porém, após alguns bate-papos por lá assim que o livro foi anunciado pela editora Saída de Emergência, muitas pessoas que já tinham lido em inglês recomendaram. Além disso, outros que já o conheciam há algum tempo se mostraram muito animados com a novidade. Resultado: entrou para minha lista desse ano.

Mago-AprendizMAGO_MESTRE_LEITORA_VICIADA– Saga do Mago – Raymond E. Feist (Aprendiz e Mestre)

Uma série que fez muito sucesso no exterior e que começou a chegar ao Brasil, também pela Saída de Emergência. Por enquanto, apenas os livros Aprendiz e Mestre foram lançados, e pelo que vi existem mais 3 sendo trazidos pela editora. A história foi originalmente lançada como uma trilogia. Ouvi boas opiniões sobre o livro e vou conferir de perto esse ano.

116459374SZ– A Corte do Ar – Stephen Hunt

Eu sempre gostei da temática steampunk mas nunca consegui encontrar uma história nesse universo que me animasse. A Corte do Ar é mais uma aposta que vou fazer, por ter ouvido algumas opiniões positivas e por ter achado incrível o projeto gráfico feito pela Saída de Emergência nesse livro. Gostei demais mesmo quando o vi na livraria. Tomara que seja tão bom quanto a aparência e, se for, vocês ficarão sabendo por aqui.

ELANTRIS_1352039060P– Elantris – Brandon Sanderson

O autor é muito conhecido lá fora entre os apreciadores de fantasia. Eu, como bom leitor do gênero, já tinha pensado há algum tempo que deveria lê-lo. Após ver a capa da editora Leya fiquei ainda mais empolgado, porque tem uma arte linda.

Entre os grupos de leitura, Elantris é uma unanimidade e nesse ano eu também vou me divertir com essa obra.

O-olho-do-mundo-FRENTE– O Olho do Mundo – Robert Jordan

Desde que foi anunciado pela Intrínseca o livro já é idolatrado. Tudo porque Robert Jordan é tipo por muitos como nada mais, nada menos que o sucessor de Tolkien. Eu, particularmente, acho uma bagagem pesada demais para se carregar, mas em duas coisas eu tenho certeza que ele se iguala ao mestre: paciência e criatividade, já que O Olho do Mundo é apenas o primeiro livro da série A Roda do Tempo, que conta com exatos QUATORZE LIVROS, cujos três últimos foram escritos por Brandon Sanderson após a morte do autor.

19841– 1984 – George Orwel

Meu gênero favorito em livros, como já deu pra perceber, sempre vai ser fantasia. E por conta disso muitos clássicos da ficção tradicional passaram despercebidos por mim. Aos poucos, juro, tenho tentado reparar também esses gaps de leitura. Nesse ano de 2014, a grande obra de George Orwell será um desses. Acho que o livro nem precisa de apresentações, né?

 

– Keeper of the Lost Cities – Shannon Messenger

Keeper of the Lost CitiesAo acompanhar alguns blogs americanos de leitura jovem, o livro chamou muito a minha atenção. Busquei saber mais e gostei da premissa, mesmo tratando-se de uma história mais infanto-juvenil. Mais uma aposta minha para esse ano que gostaria muito de ver sendo trazida ao Brasil, inclusive troquei alguns tweets com a autora que disse não ter sido procurada por nenhuma editora daqui (E AÍ, PESSOAL?). O terceiro livro de Keeper of the Lost Cities está sendo escrito por Shannon, e os dois primeiros já são sucesso nos Estados Unidos.

Bom, esses são alguns livros que quero ler neste ano. Gostou? Acha que eu estou louco por dar atenção a algum deles?

Conte nos comentários quais são os livros que você quer ler em 2014.

Entre Estações

LEITURA ALIMENTA

Oi pessoal!

O Entre Estações é mais uma nova seção do blog, onde vamos falar de notícias e acontecimentos envolvendo o mercado dos livros, mas não necessariamente de um livro em especial. A ideia é ser exatamente pequenos acontecimentos que surgem durante o trajeto, entre uma estação de leitura e outra. Vamos lá? 🙂

O Leitura Alimenta é um projeto superlegal que saiu nesta semana, em uma união entre a Livraria da Vila e a Cesta Nobre, com um objetivo muito especial: proporcionar leitura de qualidade a famílias de baixa renda, que talvez não tenham tanta oportunidade. O projeto incentiva qualquer pessoa a doar um ou mais livros novos ou usados, mas em bom estado, e entregá-los em qualquer unidade da Livraria da Vila. O exemplar será adicionado às cestas básicas que são distribuídas a famílias de todo país.

E se você é muito apegado a seus livros, também tem a opção de comprar um livro digital. O valor gasto será revertido na compra de livros reais, que levarão oportunidade de acesso irrestrito a livros e criação de um novo hábito extremamente importante a milhares de pessoas. Muito legal mesmo, não é?

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Acesse a Fan Page do projeto, clicando na imagem, para saber mais e participar. A criação da campanha ficou por conta da agência Leo Burnet Tailor Made.