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Liberdade – Jonathan Franzen

Hoje em dia, o programa mais comentado da televisão é, sem dúvida, Breaking Bad. A série, que impactou tanta gente no mundo todo, por causa de sua trama surpreendente, tem realmente muitas qualidades. E para mim não é diferente, já que é uma das minhas favoritas atualmente.

Mas falar da história de Walter White não é só comentar sobre um iniciante do crime, que se torna o maior produtor de metanfetamina dos Estados Unidos. É, além disso, falar sobre um cidadão normal e pai de uma família tradicional norte-americana.

Um cara comum, quadrado, politicamente correto e brilhante. Essa definição cabe tanto a Walter White quanto a Walter Berglund. A semelhança entre os protagonistas do seriado e do romance Liberdade, respectivamente, vão muito além do primeiro nome.

Jonathan Franzen nos leva a uma viagem que se inicia na década de 70, onde Walter Berglund vive sua experiência acadêmica junto de um grande amigo: Richard Katz, um cara que é totalmente o oposto de seu parceiro, que se preocupa apenas com suas composições e o sonho de se tornar um rockstar.

Enquanto o nerd Walter transita sua vida entre os estudos na Universidade de Minnesota e as saídas com o amigo rebelde, para apoiá-lo em seus shows, uma promissora jogadora de basquete da universidade, Patty, cruza o caminho de ambos.

A partir daí, Jonathan retrata a história da construção e decadência de uma família, formada por Walter, Patty e seus 2 filhos, com forte participação de Richard.

Gostei muito do livro, apesar de não ser meu tipo favorito de literatura, porque o autor retrata de forma natural e profundo cada fator atenuante da história. Conforme vai se desenvolvendo, você consegue entender como cada personagem pensa, age e sente.

E é exatamente por isso que comparo o protagonista de Liberdade com o de Breaking Bad. São duas obras que conseguem traçar perfis de personagens tão humanos quanto possível, mostrando até onde uma pessoa pode ou não chegar, de acordo com seus objetivos particulares.

Walter Berglund não é um anti-herói, como é o caso de Walter White na série, mas também conseguiu me cativar da mesma forma, muitas vezes fazendo com que eu torcesse para que algo desse certo, apesar de aquilo não ser o mais correto de acordo com nosso senso comum.

Para mim foi uma grande história. Acima de tudo de como construir e demonstrar um personagem de forma profunda. Se você gosta de grandes protagonistas, cheios de humanidade e que buscam a liberdade de ser quem eles quiserem, leia Liberdade. E assista Breaking Bad.

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