A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS – MARKUS ZUSAK

ISBN: 8598078174
Editora:
Intrínseca
Ano de lançamento: 2007
Páginas: 494
Nota: 4/5
COMPARE PREÇOS

Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

A Menina que Roubava Livros, escrita pelo inovador Markus Zusak, trouxe ao meu conhecimento algo que jamais havia imaginado: ouvir uma história de vida, contada pela Morte.

Essa mesma, a personagem que todos imaginam com um capuz preto, sem rosto e que carrega sua foice a tiracolo.

Alguns podem até se assustar logo de cara, afinal, “É UMA HISTÓRIA CONTADA PELA MORTE!”, mas não é bem assim.

O livro fala mais sobre relacionamentos e retrata um modo de viver que eu, particularmente, acredito que deveria existir em muitos locais, onde pessoas com compaixão realmente ajudavam judeus perdidos, amigos ou não, naquela Alemanha dominada por Hitler.

Liesel Meminger, nossa protagonista, viveu pouco tempo com sua mãe que, devido à pobreza, viu-se obrigada a doá-la para uma nova família. A partir daí, a menina começa a conhecer um novo mundo, com uma madrasta severa e um padrasto cheio de amor para oferecer.

É o padrasto, um pintor de paredes, de Liesel quem a ensina a ler, coisa que ela começa a sentir interesse a partir de seu primeiro roubo. Um livro que apareceu como que por acaso a seus pés, e que ela não desperdiçou a oportunidade de alcançá-lo.

Na nova cidade, Molching, próxima a Munique, e com a família postiça, a menina que começou a roubar livros por acaso faz amizades e vive momentos marcantes da história, em companhia de um grande amigo: Rudy Steiner.

Juntos, eles vivem e relembram os ataques ao país, acontecimentos históricos, como a vitória do velocista Jesse Owens nas Olimpíadas e a recusa de Hitler a entregar-lhe a medalha de ouro e presenciam todo o flagelo dos judeus capturados.

Em seu crescimento, Liesel faz alguns outros amigos que irão mudar para sempre sua vida, além de apresentar um novo mundo, através da paixão pela literatura e o amor incondicional pela vida e por viver existente em sua família.
O final da história é surpreendente e cativa você a ler até a última página.

Se indico? Com muita certeza. A Menina que Roubava Livros é mais do que uma história, mas uma obra de ensinamento cultural e histórico, e marcou sua presença entre minhas leituras, onde será sempre lembrada.

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